As operações Mulher Segura e Alerta Lilás, coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, resultaram na prisão de mais de 5 mil suspeitos de violência contra mulheres em todo o país entre fevereiro e março de 2026. Os dados fazem parte do Relatório de Gestão do 1º quadrimestre de 2026, divulgado nesta quarta-feira (13) pelo governo federal.
As ações foram realizadas de forma integrada entre forças de segurança estaduais e federais, envolvendo polícias civis, militares, guardas municipais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O objetivo das operações é reforçar o enfrentamento à violência doméstica, ampliar o cumprimento de medidas protetivas e combater casos de feminicídio e agressões contra mulheres.
Segundo o Ministério da Justiça, a iniciativa integra o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio, programa criado pelo governo federal para fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres e reconhecer oficialmente o feminicídio como um problema de Estado pela primeira vez no Brasil.
A operação Mulher Segura foi responsável pela maior parte das prisões registradas no período. Ao todo, foram 4.936 detenções em diferentes estados brasileiros. Desse total, 3.199 ocorreram em flagrante durante atendimentos policiais relacionados à violência doméstica, ameaças, agressões físicas e descumprimento de medidas protetivas.
Outras 1.737 prisões aconteceram por meio do cumprimento de mandados judiciais ou após identificação de suspeitos que violaram determinações da Justiça, como aproximação indevida das vítimas e reincidência em casos de violência.
Já a operação Alerta Lilás, coordenada pela Polícia Rodoviária Federal, contabilizou 302 prisões e foi considerada a maior ação já realizada pela corporação voltada exclusivamente à proteção das mulheres. A iniciativa intensificou fiscalizações em rodovias federais, abordagens preventivas e ações de conscientização em diversas regiões do país.
Além das prisões, as operações também realizaram atendimentos a vítimas, encaminhamentos para redes de proteção, orientações sobre denúncias e fiscalização do cumprimento de medidas protetivas determinadas pela Justiça.
O Ministério da Justiça destacou que os resultados demonstram o fortalecimento da atuação integrada das forças policiais e o aumento das estratégias de prevenção à violência de gênero no país. A pasta também informou que novas etapas das operações devem ocorrer ao longo de 2026, ampliando o monitoramento e a proteção de mulheres em situação de risco.