Após acordo de paz, navios voltam a cruzar o Estreito de Ormuz, diz Trump

15 de junho de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que embarcações cargueiras já retomaram a navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. A declaração foi feita um dia após o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que colocou fim a mais de três meses de conflito entre os dois países.

Segundo Trump, os navios estão utilizando a chamada rota sul do estreito, considerada mais segura por estar mais distante do território iraniano e próxima às águas de Omã e da Arábia Saudita. A retomada da circulação é vista como um passo importante para a normalização do comércio internacional de petróleo e para a redução das tensões na região do Golfo Pérsico.

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que diversas embarcações, muitas delas carregadas de petróleo, já começaram a deixar o estreito. Trump destacou que a chamada “Rodovia do Sul” permanece segura e preservada para o tráfego marítimo, além de mencionar a existência de outras rotas alternativas de navegação.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para a economia mundial, já que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra uma parcela significativa do transporte global de petróleo e gás natural. Durante o conflito, a região enfrentou momentos de instabilidade que geraram preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento energético e nos preços internacionais dos combustíveis.

Apesar da declaração do presidente dos Estados Unidos, o governo iraniano ainda não havia confirmado oficialmente a retomada da circulação de navios pela rota citada até a última atualização das informações.

O acordo de paz foi anunciado no domingo (14) pelas partes envolvidas e representa um marco após mais de três meses de confrontos. De acordo com autoridades do Paquistão, país que atuou como mediador das negociações, o documento será formalmente assinado na próxima sexta-feira (19), durante uma cerimônia prevista para ocorrer em Genebra, na Suíça.

A expectativa é que a assinatura do acordo contribua para a estabilização da região, favoreça a retomada das atividades comerciais e reduza os riscos de novos confrontos em uma das áreas mais estratégicas para a

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