SUS incorpora novo tratamento para leucemia mieloide aguda

16 de junho de 2026

Pacientes diagnosticados com leucemia mieloide aguda (LMA) passarão a contar com uma nova opção terapêutica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde anunciou a incorporação do medicamento venetoclax, em combinação com azacitidina, para o tratamento de adultos recém-diagnosticados com a doença que não apresentam condições clínicas para receber quimioterapia intensiva.

A medida representa um importante avanço no atendimento de pacientes considerados mais vulneráveis, especialmente idosos e pessoas com fragilidades de saúde que dificultam a realização dos tratamentos convencionais mais agressivos. A previsão é que a nova terapia esteja disponível na rede pública em até 180 dias.

A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer que afeta as células-tronco da medula óssea, responsáveis pela produção das células sanguíneas. A doença provoca o crescimento descontrolado de células anormais, comprometendo a formação adequada de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Por apresentar evolução rápida, a LMA exige diagnóstico e tratamento precoces. Os sintomas iniciais podem variar, mas geralmente incluem anemia, cansaço intenso, fadiga persistente, infecções frequentes, febre, perda de peso sem causa aparente, diminuição do apetite, dores de cabeça, falta de ar, além de hematomas e sangramentos espontâneos.

A combinação entre venetoclax e azacitidina já vem sendo utilizada em diversos países e tem demonstrado resultados positivos no controle da doença, aumentando as chances de resposta ao tratamento em pacientes que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva.

Com a incorporação ao SUS, a expectativa é ampliar o acesso a terapias mais modernas e eficazes, garantindo melhores condições de tratamento e qualidade de vida para pacientes que enfrentam uma das formas mais agressivas de leucemia.

A decisão também reforça o compromisso do sistema público de saúde com a ampliação do acesso a medicamentos inovadores para doenças graves, beneficiando milhares de brasileiros que dependem exclusivamente da rede pública para realizar seus tratamentos.

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