GOL explica cancelamento de voo após acusações de crime eleitoral

24 de outubro de 2026

O cancelamento de um voo da companhia aérea GOL entre Porto Alegre (RS) e Salvador (BA), neste sábado (24), provocou protestos de passageiros no Aeroporto Internacional Salgado Filho, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A situação ganhou repercussão nas redes sociais após passageiros demonstrarem indignação com a interrupção da viagem. Em vídeos divulgados na internet, pessoas aparecem cobrando providências da companhia e gritando frases como “queremos votar”, diante da preocupação de não conseguirem chegar a tempo para participar da votação deste domingo (25).

O voo G3 1979, que faria o trajeto entre as duas capitais, foi cancelado após a aeronave apresentar problemas técnicos, segundo a empresa. A ocorrência levantou suspeitas nas redes sociais, onde publicações alegaram que voos com origem na Região Sul e destino ao Nordeste teriam sido suspensos ou transferidos para o dia da eleição.

A informação sobre um cancelamento generalizado, porém, não foi comprovada.

Em posicionamento oficial, a GOL afirmou que o problema foi pontual e relacionado a questões técnicas da aeronave. A companhia também negou que a decisão tivesse motivação política e informou que os passageiros afetados receberam assistência conforme as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Ao todo, 184 passageiros foram afetados. De acordo com a empresa, todos foram reacomodados em outros voos, programados entre sábado (24) e domingo (25).

A companhia ressaltou que a decisão de cancelar a operação teve como prioridade a segurança dos passageiros e que foram adotadas as medidas necessárias para atender os viajantes.

O episódio ocorreu em um momento de preocupação com o deslocamento de eleitores para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25). Até o momento, as informações disponíveis não apontam evidências de que o cancelamento tenha sido motivado por questões eleitorais.

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